
Por que olhar para os territórios?
Os territórios amazônicos são espaços de grande diversidade ambiental, cultural e social, mas também atravessados por disputas, desigualdades e diferentes projetos de desenvolvimento. Neles convivem formas distintas de produzir, viver, organizar a vida coletiva e se relacionar com a natureza.
Para a Cesta Amazônica, compreender esses territórios significa olhar para aquilo que muitas vezes permanece invisível: os conhecimentos comunitários, as formas de cooperação, as manifestações culturais, os sistemas produtivos, as redes locais e as relações que sustentam a vida cotidiana.



Permanecer também é construir futuro
Em alguns dos territórios acompanhados, a permanência das comunidades aparece como uma questão fundamental. Antes de pensar em produtos, renda ou novas atividades econômicas, é necessário compreender as condições que permitem às comunidades permanecerem em seus territórios, fortalecerem suas organizações e defenderem seus modos de vida.
As discussões realizadas pela equipe evidenciam essa dimensão especialmente nas comunidades quilombolas do Marajó, onde organização, resistência, segurança territorial e redes de apoio aparecem como condições para pensar outras possibilidades, como agricultura familiar, agroindústrias e turismo de base comunitária.
Mais do que recursos, existem relações
A pesquisa parte da compreensão de que um território não é apenas um espaço físico ou um conjunto de produtos. Ele é construído pelas relações entre pessoas, natureza, cultura, memória, trabalho e formas de organização.
Por isso, a abordagem da Cesta de Bens e Serviços Territoriais é mobilizada não apenas como uma ferramenta de análise, mas também como possibilidade de apoiar os próprios atores territoriais na reflexão sobre seus recursos e suas ações.
PARTICIPAÇÃO • DOCUMENTAÇÃO • PESQUISA COLABORATIVA • SABERES TRADICIONAIS • CONEXÃO COMUNIDADE •
Visão e valores do projeto
Contribuir para que diferentes territórios possam reconhecer seus próprios recursos, histórias e potencialidades, fortalecendo sua autonomia, suas redes e suas formas de permanecer, resistir e construir futuros possíveis.
Valorizar os territórios e seus saberes, fortalecendo redes de cooperação e processos coletivos capazes de construir caminhos próprios para um desenvolvimento territorial mais justo e sustentável.


O que buscamos construir
Objetivo geral
Contribuir para o desenvolvimento territorial sustentável em territórios amazônicos, mobilizando a abordagem da Cesta de Bens e Serviços Territoriais para reconhecer, valorizar e articular recursos, saberes, atores e iniciativas presentes nos territórios.
Objetivos específicos
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Reconhecer os recursos dos territórios
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Identificar e valorizar atributos materiais e imateriais, práticas produtivas, manifestações culturais, saberes e outros elementos que constituem o território.
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Fortalecer as redes territoriais
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Compreender e estimular relações de cooperação entre comunidades, organizações, instituições, produtores e demais atores presentes nos territórios.
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Investigar caminhos de valorização dos recursos territoriais, geração de renda e fortalecimento das comunidades sem dissociar desenvolvimento, cultura, território e natureza.
Abordagem
A pesquisa adota como abordagem teórica e metodológica central a Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CBST).
Patrimônio Territorial
A abordagem busca identificar o conjunto de recursos que compõem o patrimônio de um território, incluindo elementos naturais, conhecimentos tradicionais, história e modos de vida.
Fomento à Governança
Busca-se compreender como esses recursos podem ser ativados de forma articulada sob uma governança que promova o desenvolvimento territorial sustentável e a valorização das identidades locais.

Tecendo Redes para a Amazônia que Resistirá
O projeto Cesta Amazônica é um convite contínuo para olhar a floresta não apenas como recurso, mas como um ecossistema de vidas, saberes e possibilidades. Nossa jornada de pesquisa e colaboração segue fortalecendo a autonomia das comunidades e a preservação da memória territorial.